quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Os Dez anos do Mistiras

 



Você consegue imaginar o que estará fazendo, daqui há dez anos? Ou conseguiu imaginar onde chegaria nessa mesma parcela de tempo? No meu caso, sempre tive um sonho: trabalhar com algo que amasse. Poderia ser como crítico de cinema, roteirista para filmes ou animações (esse último terminou rolando nesse ínterim), mas minha paixão, como pude descobrir perto do fim da faculdade, sempre foi escrever e criar para quadrinhos.

Pelo menos dois anos antes desse blog começar, em 2010, eu já possuía um bloco de notas digital com dezenas de roteiros para tiras. Eu amava webcomics e sabia, instintivamente, que era bom em escrever para isso. Fiz meu trabalho de conclusão de curso sobre quadrinhos, conheci gente talentosa de Recife e, junto com ótimos artistas, eu percorri o caminho até aqui, 2022.

Tem sido, embora possa parecer uma hipérbole, uma grande aventura, que se confunde com minha própria vida: envelhecer, ser pai, perder pessoas queridas. A jornada não é tão feita de ganhos e felicidade como parece, mas se eu estivesse fazendo qualquer outra coisa, de fato, eu sinto que não estaria vivendo de verdade, nem teria um trabalho tão simbiótico com meu próprio ser: do nascimento do meu filho a cada vitória ou tristeza, direta ou indiretamente, tudo está registrado aqui, em cada texto e, de certa forma, arte de meu trabalho. Mesmo que os desenhos aqui não sejam meus, a alma sempre foi minha. 

Eu não poderia terminar esse desabafo sem agradecer a cada pessoa que me ajudou a chegar até aqui: cada desenhista, cada leitor, cada fã, meu filho, minha Katharine. Se estou aqui, respirando, ainda é por tudo isso, é por todos vocês.

Hoje eu deveria postar a Mistira da semana no ar, mas vou me dar ao direito de descansar um pouco. Espero que entendam: essa é a segunda vez que farei um mini recesso (fora contratempos, é claro) desde a CCXP de 2018. 

Se estiver lendo isso, seja quem for: muito obrigado por estar aqui, por ler esse texto até o final. E espero que meu trabalho, somado ao de tantos desenhistas tão bons e importantes para mim, possa te dar alguma alegria como sempre me deu.

Até breve.


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